sexta-feira, 1 de abril de 2011

Moinhos de vento giratórios

Moinhos de vento giratórios
Os primeiros registos que existem sobre os moinhos de vento, dizem respeito a um tipo de engenho de roda de vento horizontal, datados do século X e situados no Seistão, região situada na fronteira entre o actual Irão e o Afeganistão. Contudo, segundo alguns autores, a sua existência pode já remontar ao século VII e com origem na própria Pérsia.
Em Portugal, a primeira menção encontra-se num documento datado de 1182, que refere a existência de um moinho de vento na região de Lisboa. Pode hoje garantir-se que estes já funcionavam cerca do ano 1000, no território que é hoje Portugal. Durante muito tempo, a sua presença constitui uma raridade no território nacional, onde predominavam os moinhos de água.
As características do moinho de vento, comum em Portugal, resultaram de uma fusão do tipo de moinho oriental, introduzido na Península Ibérica pelos árabes, e do tipo de moinho de vento do norte da Europa.
Podemos dividir os moinhos de vento existentes em Portugal em três tipos: moinhos de vento fixos de torre, moinhos de vento giratórios e moinhos de armação.
A área de implantação dos moinhos de vento giratórios correspondia à faixa litoral entre Caminha e Figueira da Foz, com penetração no interior do país até à região de Penela e Alvaiázere, sendo na zona da Gândara, entre Mira e a Figueira da Foz, onde era maior, a sua quantidade.
A sua característica principal é ser o edifício que roda na sua totalidade, e não, apenas, o seu tejadilho, sendo, por isso, construídos em madeira. Normalmente são construções muito pequenas e rudimentares, que assentam sobre duas rodas de pedra ou madeira, permitindo que toda estrutura possa rodar na direcção pretendida.